Esse Blog é destinado a postagem de arquivos, referente as minhas turmas do IFCE-Iguatu, IFCE-Cedro e IFSPE-Floresta.
Translate
quarta-feira, 26 de setembro de 2012
IFSPE
Dia 20/09 de 2012 ficará marcado para sempre em minha mente
Posse Professor Efetivo
domingo, 16 de setembro de 2012
A Válvula Termoiônica
Válvula termiônica é um dispositivo eletrônico formado por um invólucro de vidro de alto vacuo chamada ampola contendo vários elementos metálicos. Os elementos metálicos internos são, o filamento, cuja função é o aquecimento do catódo para a emissão de elétróns, o catódo, emissor de elétrons, a placa, ou ânodo, receptor de elétrons, a grade de controle, que, dependendo de sua polarização, aumenta ou diminui o fluxo eletrônico do cátodo ao ânodo, além de outras grades que podem formar as válvulas triódos, pentódos, etc.
O funcionamento do diodo termiônico é bem simples, ao ligarmos uma bateria e um miliamperímetro em série, sendo o polo positivo à placa e o polo negativo ao cátodo, este sendo aquecido a determinada temperatura e a partir de uma certa tensão aplicada ao sistema, começará fluir uma corrente elétricaconstante entre cátodo e placa (ânodo), não importando a oscilação da tensão, a intensidade de corrente será sempre a mesma, a este fenômeno se deu o nome de efeito Edson
Ao polarizarmos tensão positiva à placa, os elétrons de carga espacial são atraídos, portanto o fluxo de corrente será baixo.Aumentando a tensão de placa, estando a temperatura de cátodo
constante, será atraído maior número de elétrons para a placa e quase
não haverá retorno ao cátodo. Haverá um momento neste aumento de tensão
em que o diodo atingirá o ponto de saturação, onde todos os elétrons
serão absorvidos.
O diodo termiônico só deixa passar a corrente elétrica num sentido, funcionando como retificador.
O projeto recebeu o nome de Legged Squad Support Systems (Sistema de
Apoio a Equipes sobre Patas, em tradução Livre), ou LS3. Ele foi
elaborado em conjunto por várias instituições de pesquisa dos Estados
Unidos.
O uso do robô é militar. Ele é capaz de levar quase 200 kg, tem
autonomia para andar 32 km e trabalha 24 horas seguidas sem parar.
Serviria, portanto, como um burro de carga para os soldados.
A vantagem do formato de cavalo é justamente esta – ao contrário de um
veículo sobre rodas, o cavalo é capaz de acessar qualquer lugar por onde
um soldado possa caminhar, por mais íngreme ou acidentado que seja.
Outra vantagem do robô é que ele não precisa de um piloto. A máquina é
programada para seguir alguém com sua visão de computador e sensores de
localização, além de contar com um GPS para se orientar.
terça-feira, 11 de setembro de 2012
Propagação Transequatorial (Bolhas Ionosféricas)
O estudo do INPE sobre Bolhas Ionosféricas explica perfeitamente um fenômeno que integrantes do DX Clube do Brasil vem notando repetidamente há muitos anos. De outubro a março de cada ano, emissoras de FM da região do Caribe podem ser ouvidas no sul do Brasil. Embora não soubéssemos a causa precisa, sabe-se que algo reflete as ondas de FM ( na faixa de VHF ) de volta para a superfície, no período citado.
O INPE enviou um artigo mostrando a pesquisa sobre as bolhas ionosféricas que é reproduzido abaixo.
Nem sempre os problemas de interferência percebidos na tela da televisão ou na transmissão do rádio são causados pela má qualidade do aparelho ou pela antena a ele ligada. O fenômeno natural, conhecido como bolhas de plasma, ou bolhas ionosféricas, descobertas sobre o território brasileiro por cientistas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), também pode comprometer a captação dos sinais de satélites.
Durante o dia, a atmosfera eletricamente neutra da Terra (composta majoritariamente por oxigênio e nitrogênio) sofre um bombardeio de raios ultravioletas vindos do Sol, os quais através de uma ação fotoelétrica, geram íons e elétrons, a partir da altura de aproximadamente 60 km., criando, dessa forma, a ionosfera terrestre. A ionosfera, portanto, situa-se acima de aproximadamente 60 km de altura. Ela foi descoberta no início do século XX por interferir na radio propagação.
Durante o dia, a ionosfera é mais densa, ou seja, abarca mais elétrons e íons livres devido à presença da radiação solar. Após o pôr-do-sol, a ionosfera começa a desaparecer por recombinação entre elétrons e íons, e, na região tropical (isto é, entre os trópicos de Câncer e Capricórnio), ela sobe repentinamente de altura com uma velocidade muito grande em cuja condição forma-se a bolha.
As bolhas de plasma são enormes regiões de vazio de plasma e surgem após o pôr-do-sol (elas nunca ocorrem durante o dia) e podem se estender por milhares de quilômetros ao longo das linhas de força do campo magnético terrestre (a Terra é um imenso imã e portanto tem linhas de campo magnético como ocorre com qualquer imã). A ocorrência das bolhas está aproximadamente restrita à regiãointertropical devido às condições físicas locais que favorecem a geração do fenômeno.
Na região brasileira elas ocorrem mais fortemente entre outubro e março e a sua freqüência de ocorrência diminui até atingir um mínimo por volta de junho ou julho. A bolha interfere nastelecomunicaçõesvia satélite por difração das ondas (eletromagnéticas) das telecomunicações, causando-lhes forte alteração tanto de amplitude como de polaridade, o que gera os ruídos. Um resultado típico de tal interferência é o aparecimento de pontos escuros e luminosos na tela do receptor, na recepção direta por antena parabólica caseira. Sistemas de telecomunicações de grande porte tais como os utilizados por muitas empresas de telecomunicações podem também eventualmente sofrer fortes interferências, chegando aosblackouts(interrupções totais) nas comunicações.
As primeiras detecções do fenômeno das bolhas sobre o território brasileiro ocorreram em 1976 por meio de observações ópticas da ionosfera sobre a região de Cachoeira Paulista, cidade do interior do estado de São Paulo, pelos pesquisadores José Humberto Sobral e Mangalathayil Abdu, ambos do Inpe. A descoberta do referido fenômeno sobre o território brasileiro aconteceu simultaneamente em outras partes do globo terrestre por pesquisadores estrangeiros. É importante ressaltar que esse fenômeno acontece aproximadamente dentro da região tropical, em cujo caso, significa que Europa, Estados Unidos e Japão, por exemplo, não são atingidos pelo fenômeno.
As bolhas passam a interferir mais fortemente durante a fase de máxima atividade solar que ocorre a cada 11 anos e estamos passando por tal máximo agora, no corrente ano 2001. A partir do ano de 1984 a Divisão de Aeronomia do INPE já desenvolveu cerca de 11 cargas úteis para foguetes nacionais e estrangeiros para experimentos ionosféricos, em colaboração com o Centro Técnico AeroEspacial e em três de tais experimentos os foguetes passaram por dentro das bolhas medindo os seus campos elétricos e a sua composição de elétrons.
Agradecimento:
Dr. José Roberto de Andrade Sobral Divisão de Aeronomia Área de Ciências Espaciais e Atmosféricas Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais São José dos campos - SP